Chegando próximo do Natal (tá certo q faltam uns 20 dias....), mas, resolvi postar um texto lindo!!
Afinal, todos sabem q eu odeio Natal... Por 2 motivos: primeiro pq é meu niver e segundo pq é muito consumista, perdeu-se o verdadeiro espírito...
Como o primeiro eu não posso mudar, nunca terei um dia só meu e sempre terei q comemorar com 1 mês de antecedência, segue um texto sobre o segundo!!!
(e não deixe q a depressão dessas primeiras linhas acima te impeçam de continuar lendo!!! hehe)
O QUE É O NATAL
Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a
movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava
acontecendo.
Que é o Natal? Perguntava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu
trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as
crianças.
E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó
voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.
E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.
Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e
fossem mais amigas umas das outras.
Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.
Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso?
Perguntava-me, com tristeza e por que a polícia trabalha no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim...
Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as
igrejas em busca de Deus.
Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram?
Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.
Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta
amargura e sofrimento...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um
homem...
Era um belo homem...
Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem
pardo, nem amarelo ou vermelho.
Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de
carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me:
Olá, menino!
Oi!... respondi, meio tímido.
E, com grande admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol
escaldante.
Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me
inquietava e entristecia:
Que é o Natal?
Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:
Meu aniversário.
Como assim? Perguntei, percebendo que ele estava sozinho.
Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares?
E ele me disse: Esta é a minha família, apontando para aquelas pessoas que
andavam apressadas.
E eu, menino, não compreendi.
Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão
na minha cabeça de menino.
Não conheço você! - eu disse.
É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...
Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.
Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do
próprio aniversário...
Neste momento, estou com você - respondeu-me, com um sorriso.
E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos
olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a
própria alma.
A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.
E conversamos... Eu, menino, e ele.
E ele me falava, e eu O entendia. E eu O sentia. E eu O amava...
Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E entre nós dois se fez a
melodia!...
E eu, menino, sorri...
Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as
casas, Ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de
alma renovada.
Abracei-O pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!
Ele ergueu-me no ar, com Seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e
disse-me:
Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é
sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade.
E tenha um feliz Natal!
E porque eu não queria vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela
rua. Abandonei-O, levando-O para sempre no mais íntimo do coração...
E saí em busca de braços que aceitassem os meus...
E eu, menino, nunca mais O vi. Mas fiquei com a certeza de que Ele sempre
está comigo, e não apenas nas noites de Natal...
E eu, menino, sorri... pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa
Dele que existe o Natal.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de Fábio Azamor, da
cidade de Rio Bonito-RJ.
6 de dezembro de 2005
Num teste, o perfil "dory" é esse!! será que sou assim?? huummm maybe...
