7 dias úteis para acabar o ano. Ou menos, para algumas pessoas já acabou e elas apenas perambulam pela empresa.
Telefone que não para de tocar. Emails que não param de chegar. Pessoas com problemas, todos sérios e urgentes que não param de aparecer na minha mesa. Os emails acumulando, o telefone tocando, as pessoas circulando (vão lendo cada vez mais rápido que fica legal!) e o gothan project me mantendo no ritmo.
Minha cabeça voa, queria dançar um tango, para que na parada, no jogar do corpo, no quase beijo o mundo parasse e só a música e o dancarino me envolvessem e me transportassem. Para onde? Não sei. Só imagino até a cena dos meus cabelos quase encostando no chão com as costas dobradas (eita imaginação fértil) pois sou interrompida novamente pelo telefone.
Por que tudo o que não foi feito e trabalhado durante todo o ano tem que ser resolvido em apenas duas semanas? Todos querendo que eu faça tudo e eu só pensando na praia, no coqueiro, na água de coco...
"Santa Maria (Del Buen Ayre)", minha música favorita começa a tocar e eu sorrindo para as pessoas da minha mesa e respondendo o que já falei milhões de vezes e ninguém ouviu. Rezando para um dia ser ouvida, notada, reconhecida. Mas enquanto esse dia não chega, sorrio simpática, respondo milhões de vezes a mesma coisa e nos intervalos sonho.
Um bom vinho, uma meia luz, os olhos nos olhos, a mão dele percorrendo todo o meu corpo, arrepiando todos os pelos, todos os poros, um jazz ao fundo, nenhuma palavra, um silêncio que fala por tudo, abro lentamente minha boca e ele chega mais perto, mais perto, mais perto até que nossos labios se encontram e ... E....
Droga, celular maldito, interrompe mais uma vez meus devaneios. "é do programa da adriane galisteu???" "porra, já falei, volta pra escola aprender a contar até 10!!! Não tenho nada com ela, o número nem parecido é e ainda por cima aqui é 041..." respira fundo. Só mais 2 horinhas, e hoje foram apenas duas ligações (onde será 079??) gente burra...
O que faço agora? Tanto para fazer, tão pouco tempo. Realidade chata, cabeça que voa, chuva que cai e eu saio correndo, tomando banho de chuva, gritando, lavando a alma e me livrando de todos os sapos que engulo. Corro até não aguentar mais (misteriosamente nos meus devaneios consigo correr mais do que 3 minutos intercalados por caminhadas), paro, olho para cima, abro os braços, giro, sentindo a chuva cair e a cabeça rodar. Sinto uma mão puxar a minha, me desequilibro, caio nos braços dele, que me segura em um abraço quente, molhado de chuva e ali eu fico, até lembrar que ainda tenho zilhões de coisas para terminar e não deveria estar sonhando acordada (principalmente clichês assim).
Muito menos escrevendo este post.
Fui.
Divagar?
Não! Trabalhar. =/
*nota para a Dory: assistir menos comédias-românticas...

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